Génesis, uma escola ao ar livre

E se todos os dias fossem para aprender brincando? No Génesis, esta realidade existe mesmo. A aprendizagem e os jogos não se separam nem um bocadinho, naquele que é um campo com um conjunto de 120 oficinas temáticas localizadas no centro do CNAE. A maioria é dinamizada por dirigentes e animadores do CNE, mas algumas estão ao cargo de entidades externas como as Forças Armadas, Instituto de Socorros a Náufragos, a Associação Bandeira Azul e a Escola Superior de Saúde do Alcoitão.

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Rui António, chefe no Agrupamento 626 Linda-a-Velha e coordenador do espaço Génesis explica que estas atividades “estão subordinadas ao Imaginário do Acampamento e, por isso, encontramos aqui os quatro elementos [Terra, Ar, Água e Fogo] mais um, O Espírito, que os agrega a todos”. Todos eles providenciam saberes das mais variadas áreas que podem contribuir para um mundo e um futuro melhor.

Ao percorrer os vários socalcos do campo, é fácil encontrar atividades de tudo o que se imagine, adequadas para qualquer participante, dos lobitos aos caminheiros. Ainda que os mesmos jogos sejam para as várias secções, são adaptados às especificidades de cada grupo.

20170804_BC_exploradores_Genesis-2Desde jogos tradicionais como a malha, o lançamento do disco e a corrida de sacos, aos que permitem uma reflexão sobre temas inseridos nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, há ainda espaço para quem queira ter uma conversa com escuteiros suecos, aprender a saudação à bandeira inglesa, instruir-se acerca de horticultura em pet ou, ainda, dobrar papel e criar os “cisnes da paz”.

Tiago Barbosa, explorador do Agrupamento 609 – Parada de Todeia, estava muito animado com o ateliê desenvolvido pelos escuteiros suecos. Recordava vagamente as diferenças entre o escutismo dos dois países e tentava pensar em algumas palavras que tinha aprendido, enquanto se orgulhava de ter conseguido perceber um bocadinho da conversa antes do momento da tradução de inglês. “Foi fixe. Eles estiveram a falar inglês e eu até os percebi um pouquinho. Nunca tinha visto pessoas de outro país e nunca tinha falado inglês com pessoas de outro país.” afirmou com um largo sorriso.

Era ainda possível participar em dinâmicas que promoviam a consciencialização da igualdade de género e da inclusão social. Na oficina desenvolvida pela Escola Superior de Saúde do Alcoitão, o desafio era aprender a ver a vida da perspetiva de uma pessoa em cadeira de rodas e todas as dificuldades que a mobilidade reduzida acrescenta ao dia-a-dia.

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Ana Duarte, voluntária e terapeuta ocupacional é uma das coordenadoras desta atividade e explica que o objetivo é sensibilizar para a inclusão e integração de pessoas com diferenças. “Serve para experienciar a sensação de estar numa cadeira de rodas e para perceber como ajudar estas pessoas. Temos de olhar para um futuro inclusivo e apesar de todos termos diferenças, todos temos o direito de concretizar os nossos sonhos”, concluiu.

O Génesis foi, assim, uma escola fora das paredes de sala de aula, onde o conhecimento se faz brincando. Daqui, os participantes saem cidadãos mais conscientes e com uma melhor capacidade de salvar o mundo.

 

Texto: Bruna Coelho
Fotos: Inês Baptista e Bruna Coelho

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